Séance exceptionnelle, suivie d’une discussion en présence du réalisateur Hugo Dos Santos.
Quand ? Vendredi 24 avril 2026 à 20h30
Où ? Cinémas du Grütli, Genève
« Dans les années 1970, une maison à Paris a accueilli des dizaines de déserteurs portugais qui échappaient à la guerre coloniale. Aujourd’hui seules les archives de la police politique portugaise témoignent de leurs activités anticoloniales. De personnage en personnage, à partir de témoignages et d’images amateurs, je reconstitue cette mémoire clandestine. » – Hugo Dos Santos
‘‘Dans Les Mains invisibles, Hugo dos Santos, Portugais de France, mène l’enquête sur un petit groupe de personnes ayant fait partie, à la fin des années 60, de ces centaines de milliers de déserteurs qui refusaient de participer aux guerres salazaristes contre les mouvements de libération dans les colonies portugaises en Afrique. En retrouvant un à un les membres du groupe du 15 rue du Moulinet – adresse parisienne d’une certaine Thérèse Martinet ayant abrité les militants Vasco Martins, Tino Flores, Helder Costa et les autres, autour de 1968 – Les Mains invisibles prend une réelle épaisseur historique et romanesque, dépliant patiemment le roman vrai des vies prises au cœur de la lutte, les battements de leurs histoires entre la mémoire et l’oubli. » – Libération
____
Sessão especial, seguida de um debate com a presença do realizador Hugo Dos Santos. Em colaboração com a Associação 25 de Abril – Genebra.
Quando ? Sexta-feira, 24 de abril de 2026, às 20h30
Onde ? Cinémas du Grütli, Genève
“Nos anos 1970, uma casa em Paris acolheu dezenas de desertores portugueses que fugiam da guerra colonial. Hoje, apenas os arquivos da polícia política portuguesa testemunham as suas atividades anticoloniais. De personagem em personagem, a partir de testemunhos e de imagens amadoras, reconstituo essa memória clandestina.” – Hugo Dos Santos
“Em Les Mains invisibles, Hugo dos Santos, português de França, conduz uma investigação sobre um pequeno grupo de pessoas que fizeram parte, no final dos anos 60, dessas centenas de milhares de desertores que se recusavam a participar nas guerras salazaristas contra os movimentos de libertação nas colónias portuguesas em África. Ao reencontrar, um a um, os membros do grupo da rue du Moulinet, nº 15 — endereço parisiense de uma certa Thérèse Martinet, que acolheu os militantes Vasco Martins, Tino Flores, Helder Costa e outros, por volta de 1968 —, Les Mains invisibles ganha uma verdadeira densidade histórica e romanesca, desdobrando pacientemente o romance real de vidas vividas no coração da luta, os ritmos das suas histórias entre a memória e o esquecimento.” – Libération

